DITADURANUNCA MAIS

A ditadura acabou.As homenagens,ainda não.

Há nomes que não deveriam estar em nossas ruas.
Mapeamos homenagens à ditadura para que a memória
ocupe o lugar do silêncio.

Explore o mapa
Ilustração de uma placa de rua com o nome Marechal Castelo Branco riscado por uma linha vermelha.
—registros no catálogo
—registros com fontes locais
—registros em revisão

O mapa é a memória

Registros do catálogo

Conferindo os registros representados no mapa.

Com fontes locais Pessoa identificada pelo nome Renomeação Em revisão Cartografia © OpenStreetMap

Os círculos numerados agrupam registros próximos. Registros sem traçado aparecem no centro do município, em posição aproximada; pontos coincidentes permanecem agrupados e podem ser consultados no círculo. As fichas distinguem vínculos documentados, pessoas identificadas pelo nome e correspondências em revisão.

A cidade também
conta uma história.
Quem ela escolhe
celebrar?

O nome de uma rua não é neutro.
É uma decisão sobre quem merece ser lembrado.

A ditadura torturou, censurou e matou. Nas placas das nossas cidades, seus agentes ainda recebem honrarias. Cada homenagem transforma a violência de Estado em prestígio público. É hora de romper com essa reverência.

Este projeto existe para expor essas homenagens, reunir provas e organizar a participação de quem vive a cidade. Queremos tirar os agentes da repressão dos pedestais e abrir espaço para a memória de quem resistiu.

A cidade tem uma função social.

O artigo 182 da Constituição orienta a política urbana ao desenvolvimento das funções sociais da cidade e ao bem-estar de seus habitantes.[1] O Estatuto da Cidade acrescenta diretrizes de participação popular e proteção do patrimônio cultural e histórico.[2] [3]

Para este projeto, discutir os nomes de ruas, praças e escolas é uma forma de participar da construção da cidade. Defendemos que o espaço público acolha a memória das vítimas e os valores democráticos. Preservar a história não exige celebrar quem praticou a repressão.

Conheça o recorte do projeto

Transformar
com participação.

A cidade muda quando a gente se organiza.

Encontre uma homenagem. Registre o local e suas fontes. Leve a discussão ao bairro, aos movimentos e à Câmara Municipal. A disputa pela memória também se faz nas ruas.

Explore as fichas
MEMÓRIA E HISTÓRIA

Para que não se esqueça.
Para que nunca mais aconteça.

1964

A ruptura democrática

Início da ditadura militar no Brasil. O poder passa a ser exercido por governos militares.

1968

O endurecimento do regime

A edição do AI-5 amplia os poderes de exceção e a repressão política.

1985

O fim não apaga as marcas

O ciclo de governos militares termina. A luta por memória, verdade e reparação continua.

HOJE

A memória é uma ação

Olhar para o espaço público é também perguntar o que queremos preservar e transformar.

Fontes para não esquecer.

Documentação oficial

O relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) identifica 377 agentes como autores de graves violações de direitos humanos. O capítulo 16 do volume I apresenta as responsabilidades apontadas pela comissão.

A recomendação 28 propõe a mudança de nomes de vias, edifícios e instituições públicas que homenageiem pessoas notoriamente comprometidas com essas violações.

Cobertura jornalística

Reportagens do G1 sobre a divulgação do relatório e a relação de responsáveis apontados pela CNV.

A PRÓXIMA MUDANÇA PODE COMEÇAR NA SUA RUA.

Conhece um espaço público que homenageia uma figura da ditadura? Ajude a torná-lo visível.

Baixar nomes de acusados pela
Comissão Nacional da Verdade
REGISTRO CIDADÃO

Um nome. Um lugar.
O começo de uma mudança.

Os dados e a foto enviada serão armazenados com a data de envio para análise. A denúncia não aparece automaticamente no mapa.

Identificação da homenagem
Localização

Documentação (OPCIONAL)
Confirmação por e-mail (OPCIONAL)

Se informar seu e-mail, enviaremos uma confirmação com o protocolo. O endereço ficará privado e não será exibido no mapa.