A ruptura democrática
Início da ditadura militar no Brasil. O poder passa a ser exercido por governos militares.
Há nomes que não deveriam estar em nossas ruas.
Mapeamos homenagens à ditadura para que a memória
ocupe o lugar do silêncio.
Registros do catálogo
Conferindo os registros representados no mapa.
Os círculos numerados agrupam registros próximos. Registros sem traçado aparecem no centro do município, em posição aproximada; pontos coincidentes permanecem agrupados e podem ser consultados no círculo. As fichas distinguem vínculos documentados, pessoas identificadas pelo nome e correspondências em revisão.
O nome de uma rua não é neutro.
É uma decisão sobre quem merece
ser lembrado.
A ditadura torturou, censurou e matou. Nas placas das nossas cidades, seus agentes ainda recebem honrarias. Cada homenagem transforma a violência de Estado em prestígio público. É hora de romper com essa reverência.
Este projeto existe para expor essas homenagens, reunir provas e organizar a participação de quem vive a cidade. Queremos tirar os agentes da repressão dos pedestais e abrir espaço para a memória de quem resistiu.
O artigo 182 da Constituição orienta a política urbana ao desenvolvimento das funções sociais da cidade e ao bem-estar de seus habitantes.[1] O Estatuto da Cidade acrescenta diretrizes de participação popular e proteção do patrimônio cultural e histórico.[2] [3]
Para este projeto, discutir os nomes de ruas, praças e escolas é uma forma de participar da construção da cidade. Defendemos que o espaço público acolha a memória das vítimas e os valores democráticos. Preservar a história não exige celebrar quem praticou a repressão.
A cidade muda quando a gente se organiza.
Encontre uma homenagem. Registre o local e suas fontes. Leve a discussão ao bairro, aos movimentos e à Câmara Municipal. A disputa pela memória também se faz nas ruas.
Início da ditadura militar no Brasil. O poder passa a ser exercido por governos militares.
A edição do AI-5 amplia os poderes de exceção e a repressão política.
O ciclo de governos militares termina. A luta por memória, verdade e reparação continua.
Olhar para o espaço público é também perguntar o que queremos preservar e transformar.
O relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) identifica 377 agentes como autores de graves violações de direitos humanos. O capítulo 16 do volume I apresenta as responsabilidades apontadas pela comissão.
A recomendação 28 propõe a mudança de nomes de vias, edifícios e instituições públicas que homenageiem pessoas notoriamente comprometidas com essas violações.
Reportagens do G1 sobre a divulgação do relatório e a relação de responsáveis apontados pela CNV.
Conhece um espaço público que homenageia uma figura da ditadura? Ajude a torná-lo visível.
Baixar nomes de acusados pela